Detenção do director do FAS de Malanje

Resumo: Director provincial do Fundo de Apoio Social em Malanje foi detido por alegado desvio de mais de mil milhões de kwanzas do projecto Kwenda; investigação prossegue sob segredo de justiça.
Pontos-chave
O Serviço de Investigação Criminal em Malanje deteve o director provincial do Fundo de Apoio Social, Gomes António Golambole, no âmbito de uma investigação sobre o alegado desvio de mais de mil milhões de kwanzas do Programa Kwenda. A detenção ocorreu mediante mandado do Ministério Público e as autoridades revelam indícios de operações financeiras suspeitas entre 2023 e 2025.
Fontes oficiais apontam que o caso envolve suspeitas de associação criminosa, peculato, participação económica em negócios e branqueamento de capitais. As diligências incluem análise de transferências e documentos contabilísticos, com o objetivo de identificar responsáveis e eventuais beneficiários das operações que teriam prejudicado famílias vulneráveis apoiadas pelo Kwenda.
Após ter sido presente ao Ministério Público, o arguido foi encaminhado ao juiz de garantias que determinou a medida de coacção mais gravosa, a prisão preventiva. O detido permanece sob custódia na Comarca de Malanje, enquanto o SIC afirma que as investigações continuam para apurar a extensão do alegado esquema e proceder à responsabilização criminal dos implicados.
O Instituto de Desenvolvimento Local, antigo FAS, emitiu comunicado a garantir normalidade institucional e respeito pela presunção de inocência, sem facultar detalhes devido ao segredo de justiça. A instituição afirma manter os programas e acções de apoio social em curso, ao mesmo tempo que se coloca à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
Diversos órgãos de comunicação noticiaram o caso com base em informações do SIC e do Ministério Público, enfatizando o valor significativo em causa e o período temporal das alegadas irregularidades (2023–2025). Analistas e fontes judiciais esperam esclarecimentos adicionais, com potencial impacto político e social caso sejam confirmadas responsabilidades e desvios de fundos públicos destinados a famílias vulneráveis.



