Detidos na morte de brasileiro em Luanda

Resumo: SIC deteve três angolanos suspeitos de ligação à morte de Gibson Feitosa, brasileiro que entrou no país com cocaína no estômago. O caso envolve hotel em Luanda, rede de droga e apreensões posteriores.
Pontos-chave
O SIC-Geral anunciou a detenção de três cidadãos angolanos ligados à morte de Gibson de Paula Feitosa, brasileiro de 49 anos encontrado sem vida num hotel de Luanda. O homem chegara ao país com 94 cápsulas de cocaína no estômago, num esquema atribuído a uma rede de tráfico.
Segundo Manuel Halaiwa, o crime ocorreu em 18 de fevereiro do ano passado, no quarto 306 do Hotel Beu Mar. A vítima apresentava sinais de violência física. As autoridades acreditam que o grupo o recebeu no aeroporto e o manteve alojado enquanto aguardava a extracção da droga para venda.
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Entre os detidos está Patrício Ernesto Mbala, conhecido como “Paty” ou “Mourinho”, apontado como um dos responsáveis por receber e hospedar a vítima. A mulher, Maria Lesa José, “Virgínia”, já havia sido detida e é descrita como cúmplice na logística da rede criminosa.
O terceiro arguido é Francisco Kama Samuel, “Tocha”, identificado como intermediário ou distribuidor. O SIC diz que ele foi apanhado com 50 gramas de cocaína em pó. Numa revista domiciliária, os agentes apreenderam ainda 792 gramas da mesma substância, reforçando a suspeita de tráfico organizado.
A polícia afirma que a droga foi enviada por Salvador Maya, residente no Brasil, e entregue por uma cidadã congolesa na RDC para posterior comercialização. O caso expõe a ligação entre transporte interno de estupefacientes, violência e redes transnacionais, num processo que continua sob investigação das autoridades angolanas.
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