Dinamarca vê risco baixo, mas crescente, de ataques russos limitados contra países da OTAN

Imagem: ANGOP
Resumo: Os serviços de informações militares dinamarqueses alertaram para um agravamento da ameaça russa à OTAN, com possibilidade de acções limitadas e mais ataques híbridos. Mark Rutte, secretário-geral da Aliança, considerou a invasão pouco provável, mas disse que Moscovo está a reforçar a sua máquina militar.
Pontos-chave
O serviço de informações militares da Dinamarca afirmou que existe um risco baixo, mas crescente, de a Rússia realizar ataques militares limitados contra um país vizinho da OTAN, e avisou para a intensificação de ataques híbridos nos próximos meses. O chefe do FE, Thomas Ahrenkiel, disse que uma invasão continua improvável, mas não pode ser excluída.
[2] ANGOPNa mesma linha de cautela, o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, considerou muito improvável uma invasão russa contra qualquer país da Aliança, mas alertou para a necessidade de não haver ingenuidades perante o reforço militar da Rússia. Rutte sublinhou que a organização vai continuar a reforçar a defesa e o apoio à Ucrânia.
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A avaliação dinamarquesa indica ainda que Moscovo poderia precisar de pelo menos seis meses para preparar forças para uma eventual acção militar contra outro país, enquanto o FE aponta cenários como ciberataques destrutivos, sabotagens e ataques limitados a infra-estruturas ligadas ao apoio à Ucrânia. Em simultâneo, a autoridade de segurança dinamarquesa elevou o nível de ameaça de ciberataque destrutivo de médio para alto.
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