Ébola na RDC sobe para 2.516 mortos

Resumo: O surto de Ébola na República Democrática do Congo já provocou 2.516 mortos e 5.290 casos confirmados. A OMS alerta para a rapidez da propagação, enquanto decorre vacinação em zonas prioritárias e monitorização de contactos.
Pontos-chave
O balanço mais recente do surto de Ébola na RDCongo confirma uma situação grave: 2.516 mortos e 5.290 casos confirmados desde a declaração da epidemia. As autoridades congolesas indicam uma taxa de letalidade de 47,6%, refletindo a elevada severidade da doença no leste do país e a pressão sobre os serviços de saúde.
A epidemia começou em 15 de maio e já é considerada a segunda mais mortal e com mais contágios da história. O epicentro mantém-se em Ituri, mas o vírus afeta também Kivu do Norte, Haut-Uélé, Tshopo, Bas-Uélé e Kivu do Sul, embora esta última província esteja há 79 dias sem novos casos confirmados.
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Segundo o Ministério da Comunicação congolês, há 837 pacientes em isolamento ou internados e 1.152 recuperados, enquanto o rastreamento de contactos chega a 82,9%. As equipas de saúde continuam a identificar cadeias de transmissão e a vigiar áreas de risco, numa tentativa de travar o avanço da doença antes que alcance novas comunidades.
No campo da prevenção, já começou em Tshopo a vacinação com a Ervebo, com 2.000 doses distribuídas nas zonas prioritárias. A OMS acompanha ainda vacinas em ensaio contra a estirpe Bundibugyo, para a qual não existe imunização autorizada. A agência adverte que o surto cresce depressa e pode atingir dimensão semelhante à da África Ocidental.
O Ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica, vómitos, diarreia e hemorragias internas. Depois de ter surgido no leste da RDC, a doença também afetou o vizinho Uganda, que mais tarde se declarou livre do vírus após registar casos importados e duas mortes.
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