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Resumo: O presidente sul-africano viajará a Washington para encontrar Donald Trump em 21 de maio, discutindo comércio, afrikaners e disputas diplomáticas.
Em 21 de maio de 2025, o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa terá um encontro de trabalho com Donald Trump na Casa Branca, em Washington. A visita, anunciada simultaneamente em Pretória e na capital norte-americana, estender-se-á de segunda a quinta-feira e constitui o primeiro diálogo bilateral de alto nível desde que as relações se deterioraram três anos atrás.
Pretória e Washington vivem tensão desde 2021, quando Trump alegou “perseguição” contra os afrikaners, descendentes de colonos europeus. O republicano prometeu reconhecer parte desse grupo como refugiados; já 49 sul-africanos desembarcaram perto de Washington esta semana, tema que Ramaphosa pretende esclarecer face às normas internacionais de asilo.
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Outro ponto sensível será o comércio. A África do Sul teme perder benefícios do acordo AGOA, que isenta produtos – inclusive cerca de 25 000 automóveis por ano – de tarifas. O pacto expira em setembro e Trump ameaça revogá-lo, citando “concorrência desleal”. Negociadores dos dois lados preparam contrapropostas para proteger a indústria automóvel e o setor agrícola.
No plano diplomático, o encontro abordará a queixa de genocídio contra Israel apresentada por Pretória no Tribunal Internacional de Justiça. A iniciativa irritou Washington, aliado de Tel-Aviv. Ramaphosa defenderá que a ação visa “preservar o direito internacional”, enquanto Trump deverá insistir que o processo é “politicamente motivado”.
Segundo o porta-voz Vincent Magwenya, Ramaphosa buscará “restaurar confiança e avançar em temas globais, climáticos e de segurança”. Fontes da Casa Branca admitem uma declaração conjunta, mas não conferência de imprensa. A comitiva sul-africana incluirá ministros do Comércio e das Relações Exteriores; empresários participarão em fórum paralelo com câmaras de comércio dos EUA.
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