Estudo estima até 451 mil mortes por calor associado ao El Niño, com maior risco no Sahel e em países vulneráveis

Imagem: Novo Jornal
Resumo: Dois textos sobre um estudo da Universidade de Chicago indicam que o El Niño pode agravar o calor extremo e provocar centenas de milhares de mortes adicionais, sobretudo em regiões pobres e já quentes.
Pontos-chave
Um estudo do Climate Impact Lab, da Universidade de Chicago, estima que o calor extremo associado ao El Niño pode provocar até 451 mil mortes adicionais em todo o mundo. A ANGOP refere que a estimativa vale para o período entre Junho e o final de Fevereiro, enquanto o Novo Jornal resume o cenário como cerca de 450 mil vítimas esperadas por calor extremo.
[1] ANGOP[2] Novo JornalAs fontes convergem em que o impacto tende a ser maior em zonas já quentes e com menos recursos, com destaque para o Sahel, África Ocidental e partes da Ásia e da América Latina. A ANGOP aponta o Sahel como a região mais afectada, com cerca de 66.800 mortes adicionais, e cita medidas como alertas de calor e centros de arrefecimento para reduzir as vítimas; o Novo Jornal acrescenta que previsões meteorológicas melhores, resposta rápida e planeamento alimentar e médico podem atenuar os danos.
[1] ANGOP[2] Novo Jornal
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Há, porém, alguma divergência no enquadramento temporal: a ANGOP diz que o risco principal se estende até ao final de Fevereiro e pode sentir-se até ao próximo verão, enquanto o Novo Jornal descreve efeitos intensos a partir de Outubro e prolongados até Julho de 2027. Em ambos os casos, o alerta é apresentado como uma estimativa científica e não como um número já executado.
[1] ANGOP[2] Novo Jornal

