Etu Energias reforça posição no Bloco 14

Resumo: Etu Energias assinou a compra de 31% do Bloco 14 e 15,5% do Bloco 14K à Chevron, por 260 milhões USD. A operação reforça a petrolífera angolana em águas profundas e pode levá-la a assumir a operação do activo.
Pontos-chave
A Etu Energias assinou um contrato com a Cabinda Gulf Oil Company Limited para adquirir 31% do Bloco 14 e 15,5% do Bloco 14K. O negócio tem base de 260 milhões de dólares e resulta do exercício do direito de preferência da empresa, parceira já existente nas duas licenças.
A transação tem data económica efectiva de 1 de Janeiro de 2026 e a conclusão está prevista para o início de 2027, dependendo de aprovações regulatórias e condições habituais. O financiamento será assegurado por uma linha de crédito da Shell Western Supply and Trading Ltd., com apoio de acordos com a BW Energy e a Chariot Limited.
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No caso do Bloco 14, a Etu Energias quer assumir a função de operadora, sujeito ao aval da ANPG. A companhia passará a deter uma posição dominante num activo de águas profundas com produção histórica relevante, enquanto o Bloco 14K/Lianzi mantém a operação da Trident Energy.
O acordo também prevê pagamentos contingentes até 25 milhões de dólares por ano, num máximo de 250 milhões até 2038, ligados ao potencial desenvolvimento futuro do campo PKBB. As condições variam com o preço do petróleo e com os níveis de produção, o que pode alterar o valor final da operação.
O Bloco 14 já produziu mais de 900 milhões de barris desde 1999 e atingiu cerca de 200 mil barris por dia no pico. Para a Etu Energias, a compra é vista como um passo estratégico para ganhar escala, reforçar competências em águas profundas e criar valor para Angola.


