Presidente e ministro felicitam Ana Paula Tavares

Resumo: O Presidente e o ministro da Cultura felicitam Ana Paula Tavares pelo Prémio Camões 2025. Destacam sua contribuição à literatura lusófona.
Pontos-chave
No dia 11 de outubro de 2025, a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB) divulgou a atribuição do Prémio Camões à poeta, cronista e historiadora angolana Ana Paula Tavares. O júri destacou sua fecunda e coerente trajetória de criação estética, especialmente o resgate da dignidade da poesia e a relevância simbólica de sua obra no contexto das literaturas lusófonas.
A mensagem de felicitação do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, foi publicada no sítio oficial da Presidência da República, onde salientou “uma ideia concreta da lusofonia”. O chefe de Estado elogiou seu papel como académica e investigadora nas áreas de literaturas africanas, antropologia, museologia e património cultural.
O ministro da Cultura de Angola, Filipe Zau, também expressou orgulho nacional pela distinção, destacando o reconhecimento internacional da escritora, poetisa e historiadora. A nota oficial ressaltou a profundidade simbólica de sua produção em poesia, crónica e ficção narrativa, evidenciando a afirmação de uma sensibilidade feminina e o papel da cultura como pilar da identidade e do património imaterial angolano.
A escritora estreou-se em 1985 com o livro de poesia Ritos de Passagem e, a partir de 1999, consolidou a edição de suas obras em Portugal pela Caminho e LeYa. Entre títulos recentes estão Poesia Reunida (2024) e Água Selvagem, além de crónicas e romances que evidenciam diversidade de géneros literários e colaboração com outros autores, como no romance Os Olhos do Homem que Chorava no Rio.
A distinção, considerada uma das mais importantes literárias da língua portuguesa, junta Ana Paula Tavares a nomes como Agostinho Neto, José Craveirinha e Pepetela, reforçando a representatividade de escritores angolanos no Prémio Camões. A premiação também coloca Tavares ao lado de autoras como Sophia de Mello Breyner e Paulina Chiziane, evidenciando a crescente valorização da escrita feminina nas letras de expressão portuguesa.



