Oposição venezuelana conquista Nobel da Paz 2025

Resumo: María Corina Machado foi distinguida com o Nobel da Paz 2025 pelos esforços na defesa da democracia e por uma transição pacífica na Venezuela.
Pontos-chave
Em 11 de outubro de 2025, o Comité Nobel Norueguês anunciou em Oslo que a opositora venezuelana María Corina Machado foi laureada com o Prémio Nobel da Paz. Trata-se de um reconhecimento ao seu trabalho incessante na promoção dos direitos democráticos e à sua coragem em enfrentar ameaças num ambiente político hostil, onde viveu escondida para continuar a liderar a oposição.
O comité destacou que María Corina Machado dedicou-se de forma incansável à defesa de uma transição justa e pacífica de uma ditadura para a democracia. No último ano, mesmo sob proibição de exercer cargos públicos e sujeita a processo judicial, resistiu a prisões arbitrárias, manteve-se no país e inspirou milhões com a sua determinação em promover a liberdade e os direitos humanos.
Esta edição contou com 338 candidaturas, entre indivíduos e organizações, incluindo ONGs humanitárias e ativistas. Em 2024, o prémio foi concedido à Nihon Hidankyo, grupo de vítimas de bombas atómicas do Japão, realçando a continuidade de escolhas que valorizam a fraternidade internacional e o esforço pela abolição de armas nucleares. Antes do anúncio, sites de apostas apontavam a iniciativa de resposta de emergência no Sudão e Yulia Navalnaya como favoritas.
María Corina Machado, nascida em 1967, foi deputada de 2011 a 2014 e candidata favorita nas eleições de julho de 2024 antes de ser inabilitada pelo Supremo Tribunal de Justiça, sendo impedida de ocupar cargos públicos por 15 anos. O comité enfatizou a sua trajetória como símbolo de unidade na oposição e o impacto da sua ação política no cenário latino-americano.
Nas reações, María Corina Machado descreveu o prémio como uma vitória colectiva do povo venezuelano. Em vídeo, afirmou estar em choque e reforçou a responsabilidade de continuar a luta democrática. A cerimónia de entrega realiza-se a 10 de dezembro em Oslo, data que marca o aniversário da morte de Alfred Nobel. O secretário do comité norueguês, Kristian Berg Harpviken, fez a chamada oficial para revelar a decisão.


