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Resumo: Florbela Malaquias foi aprovada como única candidata à presidência do PHA em convenção contestada por militantes, amid disputa estatutária e judicial.
Em 25 de agosto de 2025, na IIª Convenção Nacional Ordinária do Partido Humanista de Angola (PHA), a dirigente Florbela Malaquias foi formalmente aprovada como candidata única à presidência da agremiação. O evento decorreu em meio a forte atenção da imprensa e de militantes críticos, que questionaram os procedimentos internos adotados pela Comissão de Recepção e Validação de Candidaturas para delimitar o pleito.
Militantes de uma ala dissidente acusaram a líder de violar os estatutos do partido e de usurpar competências, especialmente ao nomear pessoalmente membros-chave sem aprovação da Comissão Política Nacional. Eles apontam que a falta de manifesto eleitoral e de lista mínima de subscritores comprometeu a transparência do processo. As críticas vieram após reunião extraordinária que destituiu temporariamente a presidente, expondo a divisão interna.
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Para o cientista político Eurico Gonçalves, a estratégia de aprovar candidatura única representa uma “fuga para frente”, tentativa de contornar o conflito sem resolução efetiva. Segundo ele, o controle exercido pela direção demonstra receio de perder influência, levando a medidas que priorizam manutenção de poder em vez de diálogo interno. A análise ressalta o risco de aprofundamento da crise se as divergências não forem devidamente enfrentadas.
O processo de recepção e validação de candidaturas foi conduzido pela comissão interna do partido que, segundo relato oficial, rejeitou a concorrência por falta de manifesto e de subscritores. A medida atendeu rigor formal, mas foi criticada por setores que reclamam maior participação democrática. A decisão foi divulgada em conferência de imprensa na quinta-feira, véspera da convenção marcada para 30 de agosto.
O Partido Humanista de Angola obteve dois deputados na Assembleia Nacional após as eleições de 2022, mas enfrenta agora risco de desgaste político se a crise interna persistir. Observadores estimam que a unidade partidária será testada nos próximos meses, até a eleição interna e no pleito geral. Militantes e eleitores acompanham de perto desdobramentos, esperando sinal de conciliação ou novas contestações.
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