Food Life investe no arroz para autossuficiência

Resumo: A Food Life lançou um investimento de 6 mil milhões Kz na produção de arroz em Malanje, com plano de expansão para várias províncias e meta de autossuficiência em cinco a seis anos.
Pontos-chave
A Food Life, empresa angolana fundada em julho de 2020, deu início a um novo ciclo na cadeia produtiva do arroz em Luquembo, província de Malanje, com plantio em sistema de sequeiro numa área inicial de 1.600 hectares. O projeto conta com um investimento de 6 mil milhões de kwanzas e visa alinhar-se com as políticas nacionais de segurança alimentar e redução das importações.
Segundo o diretor-executivo Osvaldo João, a estratégia combina insumos, cultivo e processamento de grãos para criar uma cadeia integrada e escalável. A empresa aposta na adoção de tecnologia adequada, capital financeiro e formação de recursos humanos qualificados, considerando que tais fatores, aliados à fertilidade dos solos, são essenciais para alcançar a autossuficiência na produção de arroz.
Para o ano agrícola 2026/2027, a Food Life projeta expandir a área de cultivo para uma combinação de cerca de 1.500 hectares distribuídos entre Malanje, Moxico e Cuando, recorrendo a sistemas de sequeiro e de inundação. Essa diversificação de métodos tem como objetivo mitigar riscos climáticos e operacionais e assegurar maior previsibilidade nos níveis de produção ao longo das safras.
Além da produção direta de arroz, a empresa prevê integrar a comercialização de fertilizantes e sementes ao seu ciclo de crescimento, fortalecendo a presença ao longo de toda a cadeia de valor agrícola. A iniciativa também contempla impacto social local, privilegiando a contratação de residentes nas comunidades próximas à unidade fabril em Belas, Luanda, para promover emprego e desenvolvimento regional.
A operação da Food Life reflete a ambição do Executivo angolano de estimular a produção nacional e reduzir dependência externa de alimentos básicos. Com planeamento estratégico e leitura dos riscos climáticos, a empresa projeta alcançar resultados consistentes em cinco a seis anos, colocando a autossuficiência alimentar como meta prática e mensurável para o setor do arroz em Angola.



