Governo da RDC acusa Joseph Kabila de fomentar ataque generalizado após o M23 o anunciar como líder de nova frente política-militar

Imagem: Correio Kianda
Resumo: O regresso de Joseph Kabila à cena política congolesa intensificou as tensões na RDC, com o Governo a acusá-lo de apoiar os rebeldes do M23 e as fontes a indicarem que a nova estrutura AFC/M23 pretende manter contactos de paz mediado pelo Qatar.
Pontos-chave
O Governo congolês acusou Joseph Kabila de fomentar um ataque generalizado contra o país, depois de o M23 e o seu braço político, a AFC, anunciarem que o antigo presidente passaria a liderar a coligação, agora apresentada como uma nova frente político-militar.
[1] ANGOP[2] Correio KiandaSegundo a cobertura da AFP citada pela ANGOP, o porta-voz governamental Patrick Muyaya afirmou que a opção pelas armas significa matar congoleses para tentar conquistar territórios, numa fase em que o leste da RDC continua marcado por conflito há mais de 30 anos e pela ressurgência do M23 desde o fim de 2021.
[1] ANGOP
As 10 principais notícias de Angola, no seu e-mail.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 22 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
A Correio Kianda refere que Kabila anunciou em Goma a criação da Frente para a Refundação da Nação, estrutura que reúne a AFC e o M23, enquanto a ANGOP indica que a plataforma AFC/M23 mudou de designação para Frente para a Refundação da Nação e se descreve como movimento "político-militar".
[2] Correio Kianda[1] ANGOPAs duas fontes acrescentam que a liderança de Kabila pode complicar os esforços de paz em curso, porque a AFC/M23 continua envolvida em negociações com o Governo congolês sob mediação do Qatar, num contexto de forte volatilidade política e de disputa sobre o futuro da governação em Kinshasa.
[2] Correio Kianda[1] ANGOP



