Greve na EPASB provoca cortes de água

Resumo: Greve indefinida dos trabalhadores da EPASB em Benguela provoca cortes de água em várias cidades; sindicatos e administração trocam acusações enquanto população sofre.
Pontos-chave
Os trabalhadores da Empresa Provincial de Águas e Saneamento de Benguela iniciaram uma greve indefinida que levou a cortes de fornecimento antes do horário anunciado; a ação, segundo sindicalistas, decorre da falta de diálogo sobre salários, qualificador ocupacional e condições laborais. A paralisação mobilizou funcionários em frente às sedes e trouxe preocupação generalizada às populações das cidades costeiras.
A administração da EPASB considera a greve ilegal e alega que muitos pontos do caderno reivindicativo já foram parcialmente atendidos, apontando para a necessidade de canais formais para denúncias e assembleias de trabalhadores. Em contrapartida, os representantes sindicais insistem na urgência de respostas concretas, destacando alegadas irregularidades administrativas e pedidos de demissão de gestores envolvidos.
As consequências imediatas foram sentidas em Benguela, Lobito, Catumbela, Baía Farta e Navegantes, com famílias acordando sem água potável e muitos consumidores fazendo reservas preventivas. A área técnica da EPASB anunciou medidas para minimizar os impactos durante turnos, mas reconheceu que a continuidade da paralisação pode agravar a escassez, pressionar serviços essenciais e aumentar o desconforto nas zonas urbanas e periféricas.
No centro do conflito estão reivindicações por aumentos salariais e implementação de um qualificador ocupacional, além de melhorias nas condições de trabalho. Os sindicatos mencionam benefícios não cumpridos e pedem transparência sobre alegados escândalos financeiros; a administração, por sua vez, afirma ter respondido a grande parte das solicitações e pede apresentação formal de provas quando se referem a irregularidades.
Apelos por mediação e retomada do diálogo surgem de fontes sindicais e administrativas, enquanto moradores clamam por soluções rápidas para restabelecer o abastecimento. Se não houver entendimento, alerta-se para riscos de prolongamento dos cortes e efeitos socioeconómicos crescentes; a situação coloca pressão sobre autoridades provinciais para intervir e permitir que negociações avancem com celeridade.



