Hamas aceita entregar armas por reconhecimento

Resumo: Fontes relatam entendimento entre Hamas e EUA para entrega de armas e mapas de túneis em troca de reconhecimento político, com condições de integração e garantias jurídicas para líderes.
Pontos-chave
Segundo fontes citadas pela Sky News Arabia e pela TASS, o Hamas e o governo dos Estados Unidos acordaram termos para a entrega de armamento e mapas de túneis da Faixa de Gaza, visando o reconhecimento político do movimento; o entendimento inclui medidas de verificação e condições para proteger membros que optem por deixar o setor sem perseguições.
O acordo prevê que líderes políticos e militares do Hamas que desejem abandonar posições no território possam fazê-lo sem enfrentar processos por parte dos Estados Unidos, numa tentativa de facilitar transições e reduzir resistência; além disso, está prevista a integração de ex-funcionários e forças de segurança do movimento em novas estruturas administrativas locais, sujeitas a verificações.
Washington aceitou integrar alguns policiais e antigos membros do Hamas na administração proposta para Gaza, desde que passem por verificações de segurança feitas por Israel e pelos Estados Unidos; essa condição busca conciliar estabilidade local com preocupações de segurança regional, num compromisso que também envolve incentivos para aceleração da reconstrução e estabelecimento de um cessar-fogo duradouro.
A Autoridade Nacional Palestina comunicou que não se opõe às negociações desde que resultem no fim do conflito, num cessar-fogo sustentável e em medidas concretas para reconstrução; Israel, por outro lado, manifestou reservas sobre pontos específicos do acordo, sobretudo quanto à possibilidade de preservação do Hamas enquanto entidade política reconhecida e às garantias de segurança exigidas.
Fontes lembram que, paralelamente, o Egito anunciou a finalização do Comité de Governança Palestina para a Faixa de Gaza, presidido por Ali Shaath, e que o entendimento entre Hamas e EUA surge num contexto de negociações multilaterais visando estabilizar a região, combinar esforços de reconstrução e estabelecer mecanismos de fiscalização para assegurar compromisso das partes envolvidas.



