Higino Carneiro vê candidatura chumbada no MPLA

Resumo: A subcomissão do MPLA anulou a candidatura de Higino Carneiro por graves irregularidades nas assinaturas e documentos. A equipa do político promete reagir após analisar a decisão.
Pontos-chave
A candidatura de Higino Carneiro à presidência do MPLA foi anulada pela subcomissão de candidaturas, que apontou irregularidades na documentação entregue para o 9.º congresso ordinário. A decisão gerou reação imediata da sua equipa, que reuniu para definir a resposta política e jurídica ao chumbo.
Segundo o partido, o dossiê continha assinaturas de supostos militantes não inscritos nos CAP, cartões descontinuados com datas recentes e listas subscritas por uma única pessoa em nome de vários cidadãos. O órgão detectou ainda bilhetes de identidade falsos e outras inconsistências em diferentes províncias.
A subcomissão afirmou que, das 19.158 fichas apresentadas, apenas 14.493 foram encontradas e, dessas, só 2.561 eram válidas. As restantes foram classificadas como não válidas ou falsas, números considerados insuficientes para cumprir os requisitos do regulamento eleitoral interno do MPLA.
Job Capapinha disse que os factos apurados podem ter relevância criminal e serão remetidos aos órgãos competentes do partido. Entre as situações citadas estão uma declaração falsamente atribuída a Djamila de Almeida e um documento adulterado em nome de Mateus Muanda, além de assinaturas irregulares em vários mapas.
A equipa de Higino Carneiro deverá tornar pública a sua posição após a reunião, enquanto o candidato insiste na legitimidade da sua base de apoio. O processo permanece aberto ao escrutínio interno, num contexto em que o político também responde a dois processos na PGR, sob presunção de inocência.
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