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Resumo: Higino Carneiro pediu reapreciação da decisão que anulou a sua candidatura à liderança do MPLA, apontando falhas formais e processuais. A sua equipa exige acesso integral à documentação e confronto das fichas consideradas irregulares.
Higino Carneiro reagiu à anulação da candidatura à liderança do MPLA com uma reclamação formal, alegando que a decisão foi divulgada antes do fim do prazo eleitoral. Segundo a sua equipa, o calendário interno ainda estava em curso quando a Subcomissão tornou pública a informação, o que levanta dúvidas sobre a validade do procedimento adotado.
O pré-candidato sustenta que, havendo desconformidades num processo entregue dentro do prazo, os Estatutos e o Regulamento Eleitoral do partido preveem a possibilidade de correção antes de qualquer decisão definitiva. Para a sua defesa, a abordagem deve respeitar mecanismos internos, serenidade institucional e a necessidade de garantir transparência no processo.
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Outro ponto contestado é a forma como a decisão foi apresentada. O gabinete de Higino Carneiro afirma que a comunicação saiu assinada apenas pelo coordenador da Subcomissão, sem deliberação colegial visível nem ata da reunião. A equipa considera que essa ausência reforça as dúvidas processuais e abre espaço para uma reapreciação urgente da matéria.
Também estão em disputa as alegadas irregularidades em fichas de apoio e documentos de identidade. A candidatura diz que vários nomes citados não constam da documentação entregue, razão pela qual pede acesso integral às 2.273 fichas consideradas falsas e às 9.659 consideradas inválidas, além de uma confrontação documental com o mandatário presente.
A contestação de Higino Carneiro atravessou vários meios angolanos e gerou leituras distintas sobre a sua força política e sobre as regras internas do MPLA. Enquanto uns veem aplicação estrita das normas, outros pedem maior abertura ao contraditório. No centro do caso permanece a exigência de esclarecimento e a disputa pela legitimidade do processo.
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