Incêndio mortal em casamento em Kinshasa

Resumo: Um incêndio numa sala de festas em Kinshasa matou mais de 20 pessoas e deixou vários feridos durante um casamento. As autoridades investigam as causas e reforçam a fiscalização dos espaços de eventos.
Pontos-chave
Em Kinshasa, um incêndio deflagrou durante uma festa de casamento na comuna de Lingwala e causou pelo menos 22 mortos e vários feridos. O fogo alastrou-se na noite de sexta-feira e prolongou-se até de madrugada, gerando pânico entre os convidados e uma fuga caótica dentro da sala Panacée.
Testemunhas e autoridades referem que o edifício tinha saídas insuficientes, o que dificultou a evacuação de centenas de pessoas. Muitos ficaram encurralados enquanto tentavam sair por vias estreitas, e o fumo intenso agravou a tragédia. O local ficava próximo do Museu Nacional da República Democrática do Congo.
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Entre as vítimas está um operador de câmara da RTNC, cuja morte provocou forte consternação nos meios de comunicação congoleses. O balanço pode ainda subir, segundo as autoridades, que continuam a recolher informação sobre os feridos e a confirmar a identidade de todos os mortos no desastre.
As causas do incêndio permanecem por apurar. Algumas testemunhas indicaram que as chamas terão começado perto da área reservada aos noivos, mas a polícia científica já abriu uma investigação. O vice-primeiro-ministro e ministro do Interior deslocou-se ao local e ordenou uma inspecção nacional às salas de festas.
O caso reacendeu o debate sobre a segurança dos edifícios públicos em Kinshasa, onde incêndios mortais são frequentes, sobretudo na estação seca. Autoridades prometem encerrar espaços que não cumpram as normas. A tragédia expõe fragilidades urbanas, falta de meios de combate ao fogo e fiscalização insuficiente.
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