Inflação em Angola desacelera em Maio
Por TopAngola ·

Resumo:
Taxa homóloga caiu para 10,88% em Maio de 2026, com desaceleração generalizada, mas fortes assimetrias regionais e pressões em alimentação e transportes.
Pontos-chave:
Em Maio de 2026, o Instituto Nacional de Estatística registou uma inflação homóloga de 10,88%, cifra que traduz uma desaceleração de 0,70 pontos percentuais face a Abril; contudo, a evolução revela desigualdades territoriais relevantes e impactos distintos no poder de compra das famílias, com destaque para variações provinciais que amplificam diferenças socioeconómicas entre regiões.
A componente de alimentação e bebidas não alcoólicas foi a principal responsável pelo contributo para a variação do índice geral, somando 6,90 pontos percentuais; seguiu-se a classe de transportes, habitação, água, electricidade e combustíveis, e bens e serviços diversos, refletindo aumentos em custos essenciais que pressionam orçamentos familiares e consomem rendimento disponível.
No âmbito regional, registaram-se fortes contrastes: Cabinda liderou com 16,56% de inflação homóloga, enquanto o Huambo apresentou a menor variação, 7,72%; outras províncias como Malanje, Moxico, Lunda-Sul e Huíla também exibiram valores acima da média, expondo desequilíbrios persistentes no custo de vida e necessidades de políticas públicas diferenciadas para mitigar assimetrias.
Entre as categorias de despesa que mais cresceram estão transportes com 15,73%, habitação, água, electricidade e combustíveis com 14,32% e educação com 13,40%, indiciando que tanto serviços como bens essenciais continuam a registar pressões inflacionistas, o que pode exigir medidas monetárias e fiscais direcionadas para reduzir a carga sobre as famílias de menores rendimentos.
A série temporal mostra uma trajetória descendente continuada nos últimos meses, com a taxa homóloga a reduzir-se desde o início do ano, mas a inflação média dos últimos 12 meses mantém-se elevada, em torno de 21,14%, sinalizando que, apesar das melhorias recentes, o impacto acumulado sobre preços e poder de compra ainda exige acompanhamento e respostas coordenadas das autoridades.


