Inflação de Janeiro: 14,56% e Tendência de Queda

Resumo: Taxa de inflação de Janeiro fixa em 14,56%, confirmando desaceleração iniciada em 2025, com destaque para aumentos em transportes, habitação e alimentação.
Pontos-chave
Em Janeiro de 2026 o Índice de Preços no Consumidor Nacional, elaborado pelo INE, registou uma taxa anual de 14,56%, valor que confirma uma trajectória de desaceleração iniciada no ano anterior e representa uma descida face a Dezembro; os números mostram um recuo significativo quando comparados com o pico observado em Janeiro de 2025, e sinalizam uma mudança gradual no ritmo da inflação.
A análise por classes de despesa revela que a classe Transportes foi a que mais aumentou, com variação homóloga de 19,07%, seguida de Habitação, água, electricidade e combustíveis com 16,60% e Saúde com 15,92%; estes aumentos reflectem pressões específicas sobre custos energéticos, tarifas e serviços de mobilidade que continuam a impactar o orçamento das famílias de forma desigual.
No contributo para o nível geral de preços, a classe Alimentação e bebidas não alcoólicas foi a principal responsável pelo aumento, acrescentando 9,04 pontos percentuais ao índice anual, seguida por Bens e serviços diversos, Transportes e Saúde; esta distribuição indica que, embora haja desaceleração global, itens essenciais mantêm impacto elevado na inflação experimentada pelas famílias.
A distribuição geográfica da variação mostra diferenças provinciais pronunciadas: Huambo, Zaire e Cuando Cubango registaram as menores taxas, com cerca de 12,57%, 12,93% e 13,11% respectivamente, enquanto Cabinda apresentou a maior variação com 23,12%, seguida por Lunda Sul e Bié; estes contrastes regionais apontam para dinâmicas locais de oferta, procura e custos de transporte que agravam as pressões inflacionárias em zonas específicas.
Os dados obrigam a atenção de decisores e analistas: políticas de estabilização de preços, medidas de apoio às famílias vulneráveis e intervenções específicas em cadeias de abastecimento de alimentos e combustíveis podem ser necessárias; monitorização contínua e respostas calibradas serão essenciais para consolidar a tendência de queda sem comprometer o acesso a bens e serviços essenciais.


