Infraestruturas agrícolas no Corredor do Lobito

Resumo: Projecto financiado pelo Japão e gerido pela UNOPS visa modernizar irrigação e armazenagem ao longo do Corredor do Lobito, beneficiando pequenos agricultores e cooperativas nas províncias do Huambo e Benguela até 2028.
Pontos-chave
No Huambo foi apresentado um projecto da UNOPS financiado pelo Governo do Japão que prevê, até 2028, intervenções para fortalecer a agricultura familiar ao longo do Corredor do Lobito. O plano inclui construção de armazéns de refrigeração, barragens subterrâneas, sistemas de irrigação e entrega de sementes melhoradas, com foco em aumentar a produtividade e viabilizar a comercialização das colheitas dos pequenos produtores.
A primeira fase abrange sete municípios nas províncias do Huambo e Benguela, com beneficiários diretos identificados entre agregados familiares e agricultores. A iniciativa visa capacitar cooperativas, promover práticas sustentáveis e reduzir a dependência das chuvas através da instalação de sistemas gota a gota, reabilitação de valas e captadores de água, garantindo assim colheitas mais regulares ao longo do ano e maior segurança alimentar local.
O projecto prevê também ações de levantamento de dados e pré-seleção de sítios a partir de Maio, para desenhar as infraestruturas adequadas às realidades locais. Haverá diálogo com produtores sobre tipos de sementes a fornecer, considerando cultivos regionais como o abacate na Caála, com objectivo de transitar de uma agricultura de subsistência para uma orientação mais comercial e rentável para as famílias e cooperativas envolvidas.
Representantes do Ministério da Agricultura e lideranças locais saudaram a doação japonesa e apelaram a aproveitamento pela população agrícola para aumentar a produção e combater a pobreza. Técnicos destacaram que serão priorizadas áreas com escassez hídrica, enquanto gestores municipais sublinharam que as intervenções hídricas e de armazenagem vão reforçar a resiliência produtiva e reduzir perdas pós-colheita, favorecendo cadeias de valor locais.
Além da infraestrutura física, o plano inclui entrega de 200 toneladas de sementes melhoradas e capacitação de participantes para assegurar transferência de conhecimentos e sustentabilidade das ações. A expectativa é construir 25 armazéns ecológicos, 15 barragens subterrâneas e 37 sistemas de irrigação, medidas complementares que, juntas, podem aumentar rendimento agrícola, fomentar comércio ferroviário de produtos e contribuir para desenvolvimento rural ao longo do corredor.



