
Resumo: O Executivo aprovou medidas e um programa para atrair capital privado ao turismo, com foco em eventos, sol e praia, natureza e luxo. A estratégia combina promoção, obras públicas e novas oportunidades de negócio.
A Comissão Económica do Conselho de Ministros aprovou um novo impulso ao turismo, centrado na captação de capital privado e na transformação do potencial do país em projectos concretos. A decisão enquadra-se numa estratégia mais ampla para tornar o sector sustentável, competitivo e gerador de emprego, ao mesmo tempo que reforça a diversificação da economia angolana.
O plano coloca em destaque quatro segmentos prioritários: turismo de eventos, sol e praia, natureza e luxo e bem-estar. Segundo o ministro do Turismo, Angola já consolidou a promoção do destino no exterior e passa agora a uma fase decisiva, em que o desafio é atrair investidores para desenvolver ofertas mais estruturadas e atractivas.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 22 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
Entre os activos que sustentam esta aposta estão projectos públicos avaliados em cerca de 700 milhões de dólares, incluindo intervenções em Cabo Ledo, Baía das Pipas, Baía dos Três Irmãos, Baía do Tômbwa, Baía do Quicombo e no Pólo de Desenvolvimento Turístico do Okavango. O Governo quer criar condições para parcerias público-privadas e acelerar a oferta turística.
Outro eixo relevante é o programa “Investe Turismo”, concebido para preparar oportunidades, apresentá-las a potenciais investidores e acompanhar os projectos até à concretização. O instrumento exige critérios mínimos de prontidão e integra a nova arquitectura institucional ligada à gestão de activos e concessões turísticas, alinhando-se com o PLANATUR, o Planifica Turismo 2025–2027 e as AIPT.
A medida surge acompanhada de outro sinal económico: a inclusão do milho na lista de produtos sujeitos a incentivo à produção nacional. No conjunto, as decisões mostram uma linha de actuação focada em atrair investimento, reforçar a produção interna e transformar sectores estratégicos em motores de crescimento, emprego local e valorização dos recursos do país.
Ainda não há comentários.