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Resumo: Tribunal Supremo realiza a 6ª sessão do caso Dino e Kopelipa, acusados de lesar o Estado angolano em mais de mil milhões de dólares.
O Tribunal Supremo reabre hoje, 12 de maio, às 9h00, a sexta sessão do Processo 38/2022 que envolve os generais Manuel Vieira Dias Junior “Kopelipa” e Leopoldino Fragoso do Nascimento “Dino”, ex-colaboradores de José Eduardo dos Santos. A audiência marca dois meses de debates apenas em torno de questões prévias, segundo fontes judiciais.
Ambos respondem por peculato, burla por defraudação, abuso de poder, associação criminosa, branqueamento de capitais, tráfico de influência e falsificação documental. O Ministério Público sustenta que o Estado foi lesado em mais de mil milhões de dólares, sobretudo através de contratos com a China International Fund e sociedades offshore ligadas aos réus.
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Além dos dois generais, são arguidos o advogado Fernando Gomes dos Santos, o cidadão chinês Yiu Haiming e as empresas CIF-Angola, Plansmart International Limited e Utter Right International Limited. No total há 38 declarantes. A relatoria cabe à juíza conselheira Anabela Valente, coadjuvada pelos juízes Raúl Rodrigues e Inácio Paixão.
O procurador Lucas Ramos lidera a acusação, enquanto a defesa conta com os advogados Bangula Kemba, Benja Satula, Amaral Gourgel e Adriano Suculete. Na última sessão o julgamento foi suspenso após debate sobre venda, pelo Estado, de imóveis arrestados; o tribunal notificou IGAPE e Ministério da Indústria e Comércio para explicações.
Analistas veem o processo como teste à campanha anticorrupção lançada pelo Presidente João Lourenço. Caso sejam condenados, os generais podem enfrentar pesadas penas de prisão e perda de bens. Entretanto, a sociedade civil acompanha ao detalhe, afirmando que a decisão mostrará se há verdadeira ruptura com práticas de impunidade do passado.
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