Maka Angola acusa silenciamento de investigação sobre negócios de 4,4 mil milhões Kz na AGT e aponta promoções de José Leiria e Bráulio Assis

Imagem: Maka Angola
Resumo: Numa carta aberta a João Lourenço, o Maka Angola diz que uma investigação criminal sobre negócios na AGT ficou parada na PGR e que os principais visados acabaram promovidos ou colocados em cargos de confiança.
Pontos-chave
O Maka Angola publicou uma carta aberta ao Presidente João Lourenço a alegar que uma investigação criminal sobre negócios superiores a 4,4 mil milhões de kwanzas na AGT foi deixada “esquecida” na PGR, enquanto José Vieira Nuno Leiria e Bráulio Assis subiram na hierarquia do Estado. O texto sustenta que Leiria foi promovido a secretário de Estado para os Assuntos Tributários e que Bráulio Assis passou a director do gabinete, apresentando essas decisões como sinal de impunidade política.
[1] Maka Angola[2] Maka AngolaSegundo a peça, os factos denunciados envolvem alegadas irregularidades em concursos e contratos da AGT, com destaque para a participação de Carla Marisa Castelo Trindade Martins na preparação de um concurso ganho pela empresa do marido, In Pressionante Kianda. O texto afirma ainda que houve contratos de consultoria, adjudicações para feiras e transferências para contas pessoais, mas apresenta isso como matéria denunciada e não como conclusão judicial.
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A carta diz também que as denúncias foram encaminhadas a várias instituições — tribunais, SIC, PGR, UIF e IGAE —, mas que o rumo da investigação criminal continua sem esclarecimento público. O autor pede que o Executivo divulgue as avaliações que sustentaram as nomeações, ordene averiguações independentes sobre a AGT, o BNA e o antigo Cuando-Cubango, e explique as consequências políticas das decisões tomadas.
[1] Maka Angola[2] Maka AngolaNo fecho, o documento enquadra o caso num contexto mais amplo de combate à corrupção e de pressões internacionais sobre branqueamento de capitais, referindo que Angola continua sob monitorização reforçada do GAFI. A acusação central é que, em vez de travar as suspeitas, o poder terá respondido com promoções e novas funções para alguns dos visados.
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