Maka Angola denuncia esquema de facturação e transferências com a AGT: máquinas de algodão-doce, feiras infantis e mais de 662 mil euros em facturas a empresas portuguesas

Imagem: Maka Angola
Resumo: Uma investigação do Maka Angola liga a AGT a um circuito de facturação, contratação e transferências entre Angola e Portugal, com suspeitas de sobrevalorização de equipamentos, pagamentos antes dos contratos e uso de uma empresa angolana para canalizar serviços de sociedades portuguesas.
Pontos-chave
A investigação do Maka Angola afirma que a In Pressionante Kianda, ligada a Carla Castelo Trindade e ao casal português Mário e Carla Martins, foi usada num circuito de contratação com a AGT para feiras infantis e outros serviços. O caso inclui uma factura por três máquinas de algodão-doce no valor de 8.033,20 euros, quando o gerente João dos Santos diz ter recebido apenas uma, além de cotações de mercado bem inferiores para equipamento novo. As duas partes publicadas descrevem ainda o papel de José Vieira Nuno Leiria, então PCA da AGT e hoje secretário de Estado para os Assuntos Tributários, na apresentação e facilitação de contactos antes mesmo da constituição da empresa angolana.
[1] Maka Angola[2] Maka AngolaNa segunda parte, o Maka Angola diz que Carla Trindade assumiu por mensagem ter montado a empresa "para escoar o produto das empresas portuguesas". O texto acrescenta que foram emitidas várias facturas entre Junho de 2023 e Julho de 2024, somando 662.231,82 euros, muitas delas sem nota de desalfandegamento, e relata uma transferência de 352.618,84 euros para Portugal associada a facturação da In Pressionante Wood & Metal. João dos Santos contesta parte dos bens e serviços facturados, incluindo máquinas de algodão-doce, consultorias e campanhas da AGT, e o jornal aponta indícios de sobrefacturação e possível desvio de fundos.
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Os textos também referem que a AGT renovou depois o contrato de comunicação com a In Pressionante Kianda, primeiro por mais 12 meses e 1,15 mil milhões de kwanzas e, posteriormente, com nova renovação em 2026. A investigação sustenta que havia mensagens internas sobre adjudicações, compra de equipamentos e pressão para evitar controlo financeiro, enquanto alguns dirigentes e visados citados pelo jornal não responderam aos pedidos de comentário.
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