Millennium Atlântico com menos reclamações

Resumo: Síntese sobre o destaque do Banco Millennium Atlântico no ranking do BNA e o novo regime de governança que obriga bancos a administradores independentes e canais de denúncia. Dois desenvolvimentos que reforçam confiança e pressões por maior transparência no sistema financeiro angolano.
Pontos-chave
O Banco Nacional de Angola divulgou o “Ranking das Reclamações do Sistema Financeiro Angolano” mostrando que o Millennium Atlântico teve o menor volume relativo de reclamações entre os grandes bancos; em 2025 registou trimestres com 305, 424 e 296 ocorrências, níveis que traduzem entre 8 e 13 reclamações por 100 mil clientes, muito abaixo da média do sistema.
A trajetória trimestral do Millennium Atlântico revela uma tendência de melhoria no último trimestre de 2025, atribuída pela instituição a medidas estruturais; a gestão centrou-se na modernização de canais digitais, expansão de soluções de selfbanking e na simplificação de processos, tudo pensado para reduzir fricções operacionais e aumentar a eficiência e a qualidade da experiência do cliente.
Em paralelo, o Banco Nacional de Angola publicou um novo regime de governança que impõe a nomeação de administradores não executivos independentes nos conselhos e a criação de canais formais de denúncia; estas medidas visam reforçar fiscalização, reduzir conflitos de interesses e alinhar o sistema financeiro angolano com práticas internacionais de compliance e transparência.
O novo diploma exige também comités especializados de auditoria, risco e controlo interno, políticas de ética e sistemas robustos de gestão de risco; para bancos e outras entidades supervisionadas, estas exigências elevam padrões operacionais, aumentam capacidade de supervisão interna e orientam as instituições para maior responsabilidade perante investidores, depositantes e partes interessadas.
Analistas apontam que a conjugação de desempenho operacional favorável no Millennium Atlântico e o reforço regulatório pelo BNA cria um ambiente em que reputação e confiança passam a ser diferenciais competitivos; num mercado em transição, a capacidade de reduzir reclamações e operar com governança fortalecida tende a atrair clientes e a consolidar estabilidade do sistema financeiro.


