Missão brasileira reforça combate a queimados

Resumo: A Saúde recebeu uma missão brasileira de nove especialistas para apoiar a abertura do Hospital Especializado em Queimados. A formação envolve centenas de profissionais e reforça protocolos, cuidados intensivos e trabalho multidisciplinar.
Pontos-chave
A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, recebeu em Luanda uma missão técnica brasileira com nove especialistas em tratamento de queimaduras. A visita integra a preparação do Hospital Especializado em Queimados “Presidente Julius Nyerere”, pensado para elevar a resposta nacional e regional a casos graves, com apoio na organização dos serviços e na capacitação das equipas angolanas.
Os trabalhos começaram no Hospital Materno Infantil Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes, onde decorre o Programa de Capacitação Inicial em Atendimento Multiprofissional ao Paciente Queimado. A primeira fase decorre de 20 a 26 de Julho e envolve 616 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, farmacêuticos, biomédicos e nutricionistas.
A formação inclui aulas teóricas, oficinas práticas, simulações clínicas, discussão de casos e treino em serviço. Segundo as autoridades, o objectivo é garantir que as equipas dominem procedimentos essenciais antes da entrada em funcionamento da nova unidade, assegurando padrões de resposta mais seguros e coordenados no atendimento a grandes queimados.
Durante a audiência, Sílvia Lutucuta destacou a cooperação como uma parceria estratégica assente na solidariedade e na transferência de conhecimento. A ministra sublinhou que infra-estruturas modernas só produzem impacto real quando acompanhadas pela valorização dos recursos humanos, com reforço de áreas como enfermagem especializada, prevenção de infecções, cuidados intensivos e terapia ocupacional.
As acções de capacitação prolongam-se até 3 de Agosto e devem beneficiar cerca de 950 profissionais, com supervisão especializada, elaboração de protocolos assistenciais e acompanhamento directo das equipas. A iniciativa integra o PFRHS, que pretende formar cerca de 38 mil profissionais até 2028, consolidando a capacidade técnica do Sistema Nacional de Saúde.
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