Escândalo na morgue de Cacuaco

Resumo: Um funcionário da morgue do Hospital Municipal de Cacuaco foi detido após ser apanhado em flagrante com um cadáver. O caso está a ser tratado como atentado contra a integridade de restos mortais.
Pontos-chave
Um funcionário da morgue do Hospital Municipal de Cacuaco, de 52 anos, foi surpreendido na madrugada de domingo em flagrante, no interior da unidade. Segundo a Polícia Nacional, o episódio ocorreu por volta da 1h30 e envolveu o corpo de uma mulher morta num acidente de viação, que estava fora das gavetas por falta de espaço.
O porta-voz da Polícia Nacional em Luanda, Nestor Goubel, confirmou que o caso está a ser investigado como crime de atentado contra a integridade de restos mortais. O suspeito foi imediatamente detido e deverá ser presente ao Ministério Público para os procedimentos legais subsequentes, mantendo-se sob custódia policial.
As informações recolhidas indicam que a vítima mortal integrava um grupo de pessoas que perdeu a vida num acidente de viação, do qual resultaram ainda outras três mortes. O corpo encontrava-se na morgue do bairro Ecocampo, Nova Urbanização, quando o funcionário foi apanhado no interior das instalações hospitalares.
Em versões difundidas por outros órgãos, o trabalhador teria admitido o acto e alegado estar embriagado no momento da ocorrência, dizendo ainda ser a primeira vez que praticava algo semelhante. Essas declarações, porém, não afastam a responsabilidade criminal, enquanto as autoridades continuam a apurar os contornos do caso.
O episódio gerou forte indignação pública e reacendeu dúvidas sobre a vigilância, a ética profissional e as condições de funcionamento das morgues. Para além do impacto moral, o caso expõe fragilidades na gestão de corpos em instalações sobrelotadas, exigindo respostas institucionais rápidas e medidas de controlo mais rigorosas.


