Morte de Octávio Capapa, voz histórica da RNA

Resumo: Octávio Pedro Capapa, voz emblemática da Rádio Nacional de Angola, faleceu em Luanda após doença prolongada. Figura marcante para várias gerações, deixa legado na rádio pública.
Pontos-chave
Octávio Pedro Capapa faleceu em Luanda na sexta-feira, após período de internamento e doença prolongada. Natural de Benguela, foi locutor e jornalista com carreira de décadas na Rádio Nacional de Angola, onde se destacou em programas de grande audiência. A sua voz tornou-se referência para ouvintes e profissionais, marcando especialmente o período do conflito interno com presença regular em espaços informativos.
Ao longo da carreira, Capapa participou e conduziu programas emblemáticos como Angola Combatente, Discolândia, Roteiro da Manhã e Mandando Final, consolidando uma trajetória profissional reconhecida no universo radiofónico angolano. Em diferentes gerações, a sua atuação serviu de referência técnica e ética para locutores e produtores, e o seu estilo vocal permaneceu associado à identidade sonora da rádio pública nacional.
Fontes familiares e organizações de comunicação confirmaram o óbito e divulgaram a passagem pela unidade hospitalar Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, após também ter sido assistido no Cardeal Dom Alexandre do Nascimento. A notícia suscitou manifestações de pesar de entidades do setor, ouvintes e antigos colegas que sublinharam o papel de Capapa na formação de profissionais e na consolidação da programática radiofónica.
O Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Augusto da Silva Oliveira, manifestou condolências oficiais, valorizando o legado de Capapa na organização e afirmação da rádio em Angola. Em comunicado, salientou a importância da passagem de testemunho num momento de transformação técnica e tecnológica para os meios públicos, reconhecendo a contribuição do jornalista à memória coletiva do serviço público.
A carreira de Octávio Pedro Capapa, iniciada há várias décadas, foi marcada por promoção de conteúdos informativos e de entretenimento que reflectiam a realidade social angolana. Reformado recentemente, deixou uma marca indelével no éter nacional. Familiares, colegas e ouvintes lembram-no pela voz e dedicação, e as várias emissoras e programas onde trabalhou preservam o seu legado na história da comunicação em Angola.


