MPLA acelera preparação do 9.º congresso

Resumo: Bureau Político do MPLA definiu calendário e regras para o 9.º congresso, com subcomissão de candidaturas e ações de base activadas em todas as províncias. Decisão reforça intenção de ampliar representação dos militantes nas estruturas de direção.
Pontos-chave
O Bureau Político, presidido por João Lourenço, concentrou-se na preparação dos documentos e do calendário do 9.º congresso, agendado para 9 e 10 de Dezembro de 2026. A reunião enfatizou a necessidade de intensificar a actividade política local e nacional para alinhar as ações do partido com as exigências sociais e eleitorais, promovendo maior contacto com as populações.
Foi criada uma subcomissão de candidaturas que já recebeu formalmente intenções de candidatura à presidência do partido, entre as quais figuram Higino Carneiro e José Carlos de Almeida. O processo exige critérios rígidos de subscrição e tempo mínimo de militância, visando garantir representatividade e legitimidade das listas que serão apreciadas durante as fases preparatórias do congresso.
O MPLA iniciou assembleias de renovação de mandatos nas estruturas de base por todo o território nacional, como passo preparatório para composição dos órgãos intermédios e do próximo Comité Central. O partido destaca que 15% dos membros do novo Comité Central virão directamente da base, nomeadamente dos Comités de Acção do Partido, para valorizar o trabalho local e a ligação com as comunidades.
As regras de candidatura preveem exigências escalonadas: para a presidência são necessários pelo menos 5.000 subscritores distribuídos por todas as províncias; outros cargos exigem entre 1.000 e 2.500 subscritores, conforme o alcance do posto. O regulamento também impõe limites de inelegibilidade e prazos mínimos de militância que variam entre cinco e quinze anos, dependendo do cargo.
O lema anunciado para o 9.º congresso é 'MPLA - Compromisso com o Povo e Confiança no Futuro' e o encontro visa definir orientações políticas e estratégias para os próximos anos, consolidando estruturas e promovendo renovação interna. Analistas apontam que a movimentação visa reforçar a disciplina partidária, ampliar a base social e preparar a organização para futuros desafios eleitorais e socioeconómicos.


