Alerta de Mpox no Uíge e Zaire

Resumo: Autoridades do Uíge e do Zaire reforçam vigilância e vacinação de grupos de risco após confirmação de caso de mpox; há três suspeitos aguardando resultados laboratoriais.
Pontos-chave
As autoridades de saúde do Uíge confirmaram um caso de mpox e activaram campanhas locais de vacinação, sobretudo entre profissionais expostos na fronteira; medidas de vigilância e triagem foram intensificadas em pontos de entrada e centros de saúde para detectar possíveis contactos e limitar a disseminação, segundo relatos das rádios locais e equipas sanitárias envolvidas na resposta coordenada.
No Zaire as equipas regionais acompanham com atenção a evolução no Uíge, vacinando militares e agentes fronteiriços considerados grupos de risco; sensibilização comunitária e ações de higiene são reforçadas nas aldeias e cidades fronteiriças, incluindo recomendações para evitar caça e consumo de carnes de primatas e roedores, bem como evitar contacto directo com pessoas com lesões suspeitas.
Os sintomas descritos pelas autoridades incluem febre, dores de cabeça, dores musculares, aumento de gânglios linfáticos e erupções cutâneas que evoluem para bolhas e crostas; a população é chamada a procurar assistência imediata se apresentar sinais compatíveis, e a restringir o uso partilhado de roupas, utensílios e artigos pessoais de quem estiver infecioso, reduzindo risco de transmissão por contacto próximo.
As equipas laboratoriais aguardam confirmação para três casos suspeitos identificados após rastreio de contactos, enquanto autoridades reforçam triagens em fronteiras com a República Democrática do Congo; protocólos de proteção para profissionais e cuidados no abate e manuseio de animais estão sendo divulgados e implementados para diminuir exposições zoonóticas e transmissões humanas em comunidades vulneráveis.
Especialistas recordam histórico da doença e pedem calma à população, apontando que medidas preventivas simples, como lavagem frequente das mãos, desinfecção de superfícies e isolamento de doentes, são cruciais; campanhas informativas e vacinação focalizada visam limitar cadeias de transmissão, enquanto investigações buscam identificar a estirpe e avaliar riscos adicionais na região.


