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Resumo: João Lourenço exonerou três diplomatas e nomeou quatro embaixadores para Países Baixos, Sérvia, Tanzânia e Costa do Marfim, reforçando a rotação diplomática.
Em 06 de maio de 2025, o Presidente angolano João Lourenço assinou decretos que reestruturam o corpo diplomático, substituindo chefes de missão em quatro capitais: Haia, Belgrado, Dar-es-Salam e Abidjan. A medida integra a política de rotação periódica do Ministério das Relações Exteriores e pretende, segundo o Executivo, «revigorar a representação externa» do país.
Foram exonerados três embaixadores: Domingos Bernardo Feliciano Pacheco (Cote D’Ivoire), Sandro Renato Agostinho de Oliveira (Tanzânia) e Emílio Miguel de Carvalho Sobrinho (Sérvia). A dispensa encerra ciclos iniciados entre 2017 e 2020 e acompanha o princípio de que missões devem ser renovadas após cerca de quatro anos de serviço, explicou fonte diplomática.
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Nas nomeações, destacam-se Lizeth Nawanga Satumbo Pena para o Reino dos Países Baixos, Eduardo Filomeno Barber Leiro Octávio para a Sérvia, Domingos de Almeida da Silva Coelho para a Tanzânia e Oliveira Francisco Joaquim Encoge para a Cote D’Ivoire. Todos já ocuparam postos consulares ou funções no MIREX, o que garante continuidade técnica.
Segundo comunicado oficial, a mudança visa «adequar o perfil dos representantes aos atuais desafios económicos», incluindo captação de investimento europeu e intensificação de parcerias africanas. Observadores notam que Haia e Belgrado ganharam peso nas apostas de Angola em energia e defesa, enquanto Dar-es-Salam e Abidjan são portas para mercados regionais.
Os decretos produzem efeito imediato, mas a apresentação das cartas credenciais dependerá da agenda dos países anfitriões. Até lá, encarregados de negócios asseguram o expediente. Analistas preveem novas mexidas noutros postos ainda em 2025, acompanhando reformulações no Ministério e a preparação da próxima cimeira União Africana–União Europeia.
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