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Resumo: Primeiro investimento turístico no Okavango angolano prevê USD 3 milhões, cria 140 empregos diretos e integra comunidades na conservação ambiental.
Em 29 de abril de 2025, a Agência Angolana de Investimento Privado (AIPEX) entregou o certificado ao Projecto Luiana Plains Safaris, primeiro investimento turístico na região angolana do Okavango. O pacote é de 3 milhões de dólares e inaugura a zona de investimento de Cuando, dentro da área transfronteiriça KAZA, rica em vida selvagem ainda pouco explorada.
Segundo o Ministério do Turismo, o projecto criará 140 empregos diretos e trará formação em hotelaria, guias e conservação. A empresa compromete-se a integrar as comunidades locais nos lucros e na proteção da fauna, reduzindo desigualdades regionais e estimulando micro-negócios que retêm divisas na região.
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O investimento é liderado pela Luiana Plains Safaris em parceria com sete empresas de Itália e Botswana, que acumulam 34 anos de experiência na KAZA. O modelo segue o Delta do Okavango: poucos visitantes, preços premium, com receita redirecionada para vigilância anti-caça furtiva e estruturas ecológicas de baixo impacto.
Para o secretário de Estado Augusto Kalikemala, o acto é um “marco simbólico” que mostra a vontade do Executivo de dinamizar o turismo de alto rendimento. A AIPEX garantiu que benefícios fiscais, prazos e obrigações serão fiscalizados “com rigor e profissionalismo”.
O governo vê o Okavango como porta de entrada para pôr Angola no mapa safari. Metas incluem aumentar o PIB turístico, proteger habitats e formar cientistas locais. Limitar visitantes e cobrar mais busca equilibrar receita com pegada ecológica mínima até 2030.
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