Podemos usar o Meta Pixel para medir visitas e novas subscrições. A sua escolha não afecta a newsletter. Saiba mais.

Resumo: António Guterres voltou a pedir cooperação para activar um mecanismo da ONU que facilitaria o comércio de fertilizantes pelo estreito de Ormuz. O plano, anunciado em Março, ainda não saiu do papel.
António Guterres pediu cooperação e vontade política para colocar em funcionamento um mecanismo das Nações Unidas pensado para facilitar o comércio de fertilizantes pelo estreito de Ormuz. A iniciativa foi apresentada como resposta prática a bloqueios marítimos e à escalada regional, mas continua sem entrar em vigor devido a entraves colocados por várias partes.
Segundo o secretário-geral, as Nações Unidas actuariam como facilitadoras neutras, com uma missão limitada: reduzir riscos imediatos, assegurar um trânsito mais ordenado e previsível e reconstruir a confiança necessária para a diplomacia. Guterres afirmou que o mecanismo pode ser operacionalizado rapidamente, desde que haja envolvimento sério e construtivo dos Estados implicados.
Receba uma seleção clara todas as manhãs, às 07h.
Selecionadas entre 22 fontes.
Um e-mail por dia. Cancele quando quiser.
O plano tinha sido anunciado em Março, quando a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irão acabou por afectar o estratégico estreito de Ormuz. O grupo de trabalho seria liderado por Jorge Moreira da Silva, director do UNOPS, e focar-se-ia inicialmente em fertilizantes e matérias-primas relacionadas, com possibilidade de expansão a outros produtos.
Guterres sublinhou que a proposta não substitui a plena restauração da liberdade de navegação nem as soluções políticas exigidas para encerrar os conflitos. Ainda assim, classificou-a como um primeiro passo prático para proteger civis, reduzir riscos e demonstrar que, mesmo em contexto de guerra, é possível manter fluxos essenciais sob algum grau de previsibilidade.
O líder da ONU alertou ainda para os impactos económicos do bloqueio no estreito de Ormuz e das tensões no Mar Vermelho, apontando aumentos de e de . Para Guterres, a continuidade das perturbações agrava a fome, reduz colheitas e dificulta a vida dos mais vulneráveis.
Ainda não há comentários.