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Resumo: O Grupo Opaia inaugurou um complexo de montagem na ZEE Luanda-Bengo, com capacidade anual para milhares de veículos e criação inicial de 1.500 empregos, apontando para uma nova etapa de industrialização e produção local em Angola.
O Grupo Opaia inaugurou um Complexo Industrial de Montagem de Veículos na Zona Económica Especial Luanda-Bengo, destinado a montar autocarros, veículos ligeiros elétricos e híbridos. O projecto, segundo os responsáveis, representa uma etapa de industrialização com investimento significativo, linhas de produção modernas e práticas de sustentabilidade ambiental, visando fortalecer a cadeia de valor local e reduzir dependência de importações.
A unidade tem capacidade anunciada para montar 1.500 autocarros e 22.000 viaturas ligeiras por ano, em fases de expansão previstas. Na primeira fase foram contratados 1.500 jovens angolanos, com projeção de crescimento para cerca de 3.500 trabalhadores; o modelo de montagem inclui estações de trabalho definidas e processos concebidos para garantir eficiência e qualidade no produto final.
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Autoridades e promotores destacaram que o projecto integra tecnologia de parceiros internacionais e possibilidades de produção local de componentes, como bancos e pavimentos para autocarros. O ministro dos Transportes e o ministro de Estado para a Coordenação Económica sublinharam o papel da iniciativa na soberania produtiva e na promoção de preferência por produtos nacionais como medida de estímulo à indústria local.
Segundo a administração da fábrica, a montagem de uma viatura pode demorar até três horas, com linhas organizadas por estações específicas para diferentes componentes. O processo visa combinar rapidez com controlo de qualidade, permitindo escalabilidade da produção e integração progressiva de fornecedores nacionais na cadeia de montagem, promovendo transferência tecnológica e criação de emprego especializado.
Analistas e responsáveis governamentais consideraram o projecto um marco para a economia angolana, sinalizando um compromisso com a industrialização e inovação. As autoridades afirmaram que medidas de incentivo e protecção à produção local serão avaliadas para garantir sustentabilidade do sector, ao passo que investidores nacionais e parceiros tecnológicos procuram consolidar capacidades e ampliar a produção no médio e longo prazo.
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