Oposição exige revisão do OGE e unidade
Por TopAngola ·

Resumo:
UNITA e outros partidos pedem revisão do Orçamento Geral do Estado e apelam à união da oposição para responder à crise social e às dificuldades económicas do país.
Pontos-chave:
A oposição angolana, liderada por UNITA, afirmou a necessidade urgente de um Orçamento Geral do Estado rectificativo, alegando que a actual versão não responde à realidade económica e social. O partido sublinha que a valorização do petróleo deve traduzir-se em medidas sociais concretas, combate à escassez de combustíveis e apoio às famílias afetadas pelas enchentes e pelo desabamento de minas artesanais.
Num comunicado conjunto, os partidos da oposição pedem maior concertação entre forças democráticas para promover alternância política nas eleições de 2027. Afirmam que a união é condição para enfrentar o aumento da pobreza, o desemprego juvenil e o elevado custo de vida. Propõem reforçar a cooperação partidária, a mobilização cidadã e a apresentação de propostas económicas alternativas que priorizem inclusão social.
Os opositores criticam também a credibilidade do último recenseamento e a dificuldade de acesso ao Bilhete de Identidade, alertando para riscos no processo eleitoral vindouro. Reclamam transparência e esclarecimentos do Executivo sobre a cobertura censitária e a distribuição de documentos, defendendo que falhas administrativas podem limitar direitos de cidadania e comprometer a representatividade nas próximas votações.
Além das questões eleitorais, a agenda inclui exigências de políticas públicas imediatas: programas de mitigação da crise social, reposição regular de combustíveis, assistência às vítimas das enchentes em Benguela e apoio às comunidades afetadas pelo desabamento na província do Bengo. A oposição apela ao Governo por medidas de emergência que atenuem o sofrimento e restabeleçam serviços essenciais.
Os partidos reiteram que a melhoria das receitas petrolíferas deve refletir-se em políticas de redistribuição e investimento social. Defendem uma revisão do OGE com prioridade em medidas de proteção social, emprego juvenil e transparência orçamental. Conclamam os atores políticos a construir consensos, trabalhando numa alternativa coerente que responda aos desafios económicos e sociais enfrentados pelos angolanos.


