Ordem dos Arquitectos pede soluções habitacionais ajustadas às comunidades e alerta para pressão da procura em Luanda

Imagem: Correio Kianda
Resumo: A Ordem dos Arquitectos de Angola defendeu, em Luanda, projectos habitacionais mais alinhados com as necessidades das comunidades, enquanto o Governo Provincial apontou a pressão demográfica e os conflitos fundiários na capital como parte central do problema.
Pontos-chave
A Ordem dos Arquitectos de Angola abriu, em Luanda, uma jornada de reflexão sobre o Outubro Urbano, com Vity Nsalambi a defender soluções habitacionais adaptadas às necessidades das comunidades, maior participação dos moradores na gestão do habitat e projectos que evitem o desenraizamento social. A proposta foi apresentada num debate que juntou arquitectura, sociologia e economia para procurar respostas integradas para o sector habitacional.
[2] Correio Kianda[1] Jornal de AngolaDo lado das autoridades provinciais, o vice-governador de Luanda para a Área Técnica e Infra-estruturas, Calunga Quissanga, disse que a concentração populacional na capital está a pressionar a procura por casas e referiu uma estimativa do GPL de 60 a 80 mil candidaturas submetidas junto de instituições públicas para acesso à habitação. O responsável apontou ainda Kilamba, Camama e Belas como zonas críticas, devido ao aumento de litígios fundiários, construções anárquicas e venda ilegal de lotes.
[1] Jornal de Angola
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Entre as saídas defendidas no encontro estiveram o reforço da fiscalização urbana, a desocupação de áreas de reserva do Estado e uma maior celeridade na regularização jurídica da propriedade fundiária. A socióloga Cesaltina Abreu, por sua vez, chamou atenção para as assimetrias sociais e para a necessidade de dar mais peso ao meio rural nas discussões sobre habitação.
[1] Jornal de Angola[2] Correio Kianda



