ALNG para 32 dias e corta GNL em 80%
Por TopAngola ·

Resumo:
A Angola LNG entrou numa paragem geral de 32 dias para manutenção, suspendendo o GNL e reduzindo a produção mensal em cerca de 80%. A intervenção também afecta o petróleo e retoma faseada está prevista para início de Agosto.
Pontos-chave:
A Angola LNG Limited iniciou uma paragem geral programada de 32 dias na fábrica do Soyo, com impacto directo na produção e no carregamento de gás natural liquefeito. Durante a intervenção, a unidade suspende integralmente as operações, o que deverá provocar uma redução de cerca de 80% na produção mensal de GNL e derivados.
A manutenção foi articulada com os trabalhos previstos no Complexo Sanha e no Sanha FPSO, na Área B do offshore de Cabinda. Segundo a ANPG, a operação integra práticas regulares de integridade das instalações e procura reforçar a segurança, a fiabilidade dos equipamentos e a eficiência operacional da unidade industrial.
Além do gás, a paragem terá efeitos na produção petrolífera, com uma quebra estimada em 48.996 barris por dia. A suspensão dos activos ligados ao Complexo Sanha deverá manter-se durante todo o período de intervenção, sendo a retoma feita de forma faseada e segura apenas depois da conclusão dos trabalhos técnicos.
A ANPG afirma que acompanha de perto a execução da manutenção para garantir o cumprimento dos padrões exigidos de segurança, saúde, ambiente e integridade operacional. A concessionária sublinha que esta supervisão é essencial para assegurar que a intervenção decorre sem incidentes e dentro do rigor técnico previsto.
Quanto aos compromissos internacionais da ALNG, a empresa diz estar a trabalhar em soluções que permitam cumprir as obrigações contratuais e reduzir efeitos sobre as receitas do Estado. A normalização plena das operações está prevista para início de Agosto, após o fecho de todas as acções de manutenção.


