Parque fotovoltaico do Luau entra em operação

Resumo: Inauguração da central fotovoltaica do Luau amplia capacidade renovável, beneficia dezenas de milhares de habitantes e reduz milhões de litros de combustível anuais.
Pontos-chave
O Presidente inaugurou a central fotovoltaica do Luau, no Moxico-Leste, marcando um avanço na electrificação rural. A instalação tem 32,20 MW de potência e um sistema de armazenamento de 79,77 MW, com cerca de 55 mil painéis. O projecto integra o Programa Nacional de Electrificação, visando fornecer energia contínua e reduzir a dependência de geradores a combustível.
A entrada em funcionamento do parque vai beneficiar directamente milhares de famílias: cerca de 20 mil ligações domiciliárias no Luau e mais de 100 mil habitantes com acesso a energia limpa. A iniciativa aumenta a cobertura eléctrica local, facilita iluminação pública e melhora segurança noturna, além de criar condições para desenvolvimento económico e serviços básicos mais estáveis.
O conjunto de centrais no Moxico e Moxico-Leste soma, agora, 57,6 MW de produção e 155,34 MW em armazenamento, garantindo fornecimento nocturno para cerca de 236 mil pessoas. A transição para solar permite redução de custos operacionais e diminuição das emissões, com uma poupança estimada na ordem de 12 milhões de litros de combustível por ano atribuída à central do Luau.
O projecto insere-se num plano maior com 60 parques solares previstos em várias províncias, totalizando aproximadamente 250 MW em painéis e 590 MW em baterias. Autoridades destacam que os sistemas de armazenamento foram concebidos para assegurar continuidade no abastecimento, reduzindo falhas e dependência de unidades térmicas, além de facilitar expansão da rede de média e baixa tensão nas localidades beneficiadas.
Representantes do Ministério da Energia e da PRODEL salientaram o impacto social e ambiental: maior acesso à electricidade, redução de custos para agregados familiares e diminuição da combustão de combustíveis fósseis. O foco é sustentabilidade e inclusão energética, com planos de replicação noutros municípios e investimento em infra‑estruturas complementares como estradas e aeroportos para apoiar a integração regional.


