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Resumo: A escalada militar no Médio Oriente empurrou o Brent para perto dos 100 dólares, com ganhos superiores a 4% e forte impacto em Angola.
O barril de Brent voltou a disparar e aproximou-se dos 100 dólares, após vários dias de alta consecutiva. A subida reflete o agravamento das tensões entre Irão, Estados Unidos e aliados regionais, num contexto em que o mercado teme interrupções no fornecimento e reage com forte volatilidade às notícias do Golfo Pérsico e do Mar Vermelho.
Os ataques a petroleiros sauditas e o risco sobre os estreitos de Ormuz e Bab al-Mandab reforçaram a pressão sobre os preços. Estes corredores marítimos são decisivos para o escoamento do crude mundial, e qualquer bloqueio ou ameaça de bloqueio basta para alterar as expectativas dos investidores, que já admitem cotações muito acima dos níveis recentes.
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A Arábia Saudita tentou contornar parte da ameaça desviando volumes para o terminal de Yanbu, no Mar Vermelho, mas a nova estratégia ficou fragilizada com o anúncio de bloqueios pelos Houthis. A possibilidade de transportar o petróleo pelo Canal do Suez ou contornar África aumenta custos e reduz a margem de manobra dos exportadores da região.
Nos mercados, o Brent chegou aos 98,45 dólares e, em alguns momentos, tocou máximos intradiários ainda mais elevados. Em apenas uma semana, o crude somou mais de 10 dólares, sinal de que o conflito já se traduziu numa forte correção de preços. Analistas não excluem uma escalada até patamares recorde, caso a tensão persista.
Para Angola, a valorização do petróleo traz alívio às contas públicas e à receita fiscal, mas também aumenta o risco de instabilidade orçamental se o cenário militar se agravar. Como o país depende fortemente do crude, qualquer movimento brusco no Brent tem impacto direto na economia, nas exportações e nas previsões de financiamento do Estado.
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