Petróleo sobe em meio a ataques no Médio Oriente, enquanto crude angolano enfrenta maiores descontos e fretes altos

Imagem: Valor Económico
Resumo: As cotações do petróleo voltaram a ganhar algum fôlego com a tensão no Médio Oriente, ao mesmo tempo que o crude de Angola continua sob pressão comercial por causa da recuperação da oferta regional e dos custos de transporte.
Pontos-chave
Pelas 09h00 de Luanda, o Brent avançava 0,3%, para 106,0 USD por barril, e o WTI subia 0,2%, para 94,3 USD, num contexto de tensão geopolítica ligada aos ataques no Médio Oriente. O gás natural em Amesterdão, porém, recuava 1,1% para 86,3 euros por megawatt-hora.
[1] ExpansãoSegundo a Expansão, o Irão continua a atacar petroleiros no estreito de Ormuz e a Arábia Saudita voltou a intercetar mísseis e drones lançados pelos Houthis; na noite de terça-feira, a sede da Aramco, em Dhahran, foi atingida, sem registo de feridos ou mortos. Apesar disso, o tráfego marítimo por Ormuz mantém-se e os EUA dizem ter apoiado o transporte de mais de 19 milhões de barris de petróleo.
[1] Expansão
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Em paralelo, o Valor Económico relata que o crude angolano enfrenta dificuldades de colocação na África Ocidental, devido à recuperação da oferta do Médio Oriente, aos fretes marítimos elevados e ao aumento dos descontos pedidos pelos compradores. O petróleo do campo Dalia, no Bloco 17, terá sido oferecido com desconto de 20 dólares por barril face ao Brent datado, abaixo dos 9,95 dólares observados na semana anterior.
[2] Valor EconómicoA mesma análise indica que a pressão nos diferenciais de preço também atinge a Nigéria e que as exportações de petróleo bruto e condensado do Médio Oriente, excluindo o Irão, voltaram em grande parte aos níveis pré-guerra, com uma média de 18,11 milhões de toneladas por semana em setembro, segundo a Kpler.
[2] Valor Económico



