331 Detidos por Garimpo Ilegal no Bengo

Resumo: Operação Fio de Ouro II no Bengo culminou com 331 detenções na primeira fase, desativação de áreas de garimpo e apelo à colaboração das comunidades para impedir a exploração ilegal de ouro.
Pontos-chave
A Polícia Nacional no Bengo encerrou a primeira fase da Operação Fio de Ouro II com a detenção de 331 cidadãos suspeitos de exploração ilegal de ouro. O balanço foi apresentado pelo comissário Delfim Kaluku Inácio durante a formatura das forças em Missaxi, município de Nambuangongo, evidenciando um esforço coordenado para restabelecer a ordem nas zonas de garimpo.
Segundo o comandante provincial, as ações resultaram na desativação de oito áreas de garimpo nos municípios de Nambuangongo e Ambriz. As forças de segurança reforçaram a presença nas regiões afetadas e procederam a operações de fiscalização e apreensão de equipamentos. As medidas visam desmotivar a atividade clandestina e reduzir os impactos ambientais e sociais causados pela extração ilegal.
O responsável reafirmou o compromisso da corporação em manter sob controlo as áreas de exploração e impedir o regresso da atividade ilegal, prometendo continuidade das operações nas zonas ainda suspeitas. As forças policiais planejam patrulhas contínuas e ações de inteligência para identificar e desarticular redes que financiam e organizam o garimpo clandestino na província.
As autoridades tradicionais foram chamadas a colaborar com a Polícia, desempenhando um papel de denúncia e prevenção nas comunidades locais. O envolvimento das chefias tradicionais é visto como estratégico para sinalizar novas áreas de risco, facilitar a recuperação de terrenos afetados e promover alternativas económicas que reduzam a dependência da população do garimpo informal.
Analistas locais destacam a necessidade de políticas públicas complementares, incluindo regularização, fiscalização ambiental e programas de reinserção laboral para os detidos. Sem respostas integradas, alertam, a repressão isolada corre o risco de apenas deslocar a atividade. O Governo provincial deverá articular ações com ministérios competentes para oferecer soluções sustentáveis às comunidades afetadas.



