PRA-JA descarta coligação com Bloco Democrático

Resumo: PRA-JA nega qualquer decisão de coligação com o Bloco Democrático e reafirma que caminhará sozinho, mantendo abertura para negociações formais se aprovado pelos órgãos competentes.
Pontos-chave
O PRA-JA Servir Angola emitiu uma nota pública para desmentir informações que circulavam nas redes sociais, sublinhando que não houve decisão de aglutinação com o Bloco Democrático nem com o Partido Liberal; o comunicado reforça que o congresso deliberou orientar o partido a caminhar de forma independente, reforçando identidade e implantação em todo o território nacional, segundo fontes oficiais.
No documento oficial o partido esclarece que as decisões sobre eventuais coligações não são prerrogativa individual do Secretário-Geral, mas sim competência dos órgãos colegiais, nomeadamente do Comité Político Nacional e do Comité Executivo Nacional; tal posição visa garantir a transparência interna, o respeito pelas deliberações estatutárias e a defesa dos superiores interesses estratégicos antes de qualquer negociação formal.
O comunicado acrescenta que o congresso foi categórico ao determinar a não aceitação de qualquer formato de agregação como orientação política fundamental, mantendo, porém, abertura para estudar coligações de jure apenas se assim o exigirem interesses estratégicos superiores e desde que sejam apreciadas e aprovadas pelos órgãos do partido, conforme os procedimentos estatutários e regulamentos internos aplicáveis.
Analistas e observadores políticos receberam a nota como um esclarecimento precoce para conter rumores nas plataformas digitais e em alguns círculos de opinião, onde teriam circulado declarações supostamente atribuídas ao Secretário-Geral Américo Kolonha Chivukuvuku; o PRA-JA rejeita tais atribuições e reafirma que posições oficiais só serão anunciadas pelos órgãos competentes do partido.
Por fim, o partido reafirma o compromisso com a organização interna, a consolidação da sua base e a preparação para o ciclo eleitoral vindouro, destacando que qualquer negociação política deverá respeitar as orientações congressuais, ser sujeita a deliberação colegial e visar exclusivamente a defesa dos interesses superiores do país, conforme a nota enviada ao Correio Kianda e divulgada a outros órgãos de comunicação.



