Professores moçambicanos denunciam atrasos nas horas extraordinárias e falta de material escolar; Governo promete melhorias no ensino

Imagem: Correio Kianda
Resumo: A associação de professores de Moçambique diz que o sector vive frustração por dívidas por pagar, escassez de materiais e pouco investimento. O Governo reconhece desafios estruturais e promete reforçar infra-estruturas e formação docente.
Pontos-chave
A Associação Nacional dos Professores de Moçambique denunciou, no Dia do Professor, o pagamento incompleto das dívidas relativas a horas extraordinárias, a falta de material escolar e o fraco investimento no sector da Educação. Segundo a associação, os atrasos acumulam-se desde 2022 e continuam sem regularização total, apesar das promessas das autoridades, enquanto também persistem queixas sobre menos contratações, poucas escolas novas e dificuldades na distribuição de livros e outros materiais básicos.
[2] Correio KiandaA mesma fonte indica que o Governo moçambicano disse, em Junho, ter regularizado os pagamentos de 2022 e 2023, embora tenha admitido constrangimentos em algumas províncias. Ainda assim, a ANAPR afirma que subsistem atrasos e chegou a pedir uma auditoria ao Tribunal Administrativo, sem resposta até ao momento, enquanto a Organização Nacional dos Professores defende melhores condições económicas e habitacionais para a classe.
[2] Correio Kianda
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Num destaque separado sobre Moçambique, a ANGOP noticiou que um estudo preliminar apresentado em Maputo aponta para a queda do estigma e da discriminação contra pessoas com VIH para menos de metade face a 2013, embora o problema ainda afecte 21% dos inquiridos. O Ministério da Saúde e o Conselho Nacional de Combate ao VIH/Sida dizem que a redução do estigma continua a ser central para melhorar o diagnóstico e a permanência no tratamento.
[1] ANGOP



