Reconciliação nacional e CIVICOP em debate em Luanda com apelos à memória das vítimas e a respostas sobre exumações e indemnizações

Imagem: ANGOP
Resumo: Debate em Luanda juntou vozes religiosas, políticas e da CIVICOP para defender a valorização da memória das vítimas dos conflitos e apontar questões ainda em aberto no processo de reconciliação.
Pontos-chave
Em Luanda, a reconciliação nacional e a reparação da memória das vítimas dos conflitos políticos estiveram em debate numa iniciativa da Oficina do Conhecimento, com vários intervenientes a defenderem que o processo deve continuar a garantir funerais condignos, preservação da memória e acompanhamento das famílias.
[1] ANGOPO membro da CIVICOP, Luís Jimbo, afirmou que o pedido de desculpas do Presidente João Lourenço representou reconhecimento do Estado e destacou a entrega de restos mortais, certificados de óbito e a construção de campas definitivas como parte do trabalho em curso.
[1] ANGOP
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Também o CICA, através do reverendo Vladimir Agostinho, reforçou o papel das igrejas no perdão e na reconciliação, enquanto o padre Constantino Epalanga defendeu a criação de espaços de escuta para ajudar vítimas e familiares a recuperar a memória individual e colectiva.
[1] ANGOPNuma leitura mais crítica, o general Silva Mateus, da Fundação 27 de Maio, disse que o processo da CIVICOP ainda não está concluído e apontou como questões pendentes eventuais indemnizações, além de dificuldades na identificação dos restos mortais devido ao número limitado de amostras de ADN apresentadas pelas famílias.
[1] ANGOPEm linha com essa valorização da CIVICOP, o PRA-JA Servir Angola no Cunene também considerou a comissão importante para a unidade nacional e para dar resposta ao direito das famílias a funerais dignos dos seus entes queridos.
[2] Jornal de Angola



