Refinaria de ouro em Angola avança ainda este ano

Resumo: Governo anuncia nova meta para inauguração da primeira refinaria de ouro em Viana até ao final do ano; projecto visa agregar valor à produção nacional.
Pontos-chave
O Executivo reiterou em Londres a meta de inaugurar a primeira refinaria de ouro em Angola até ao final do ano, projecto financiado pela Endiama e localizado no Polo Industrial de Viana. A unidade terá capacidade para refinar até 25 quilogramas por dia, numa aposta clara pela transformação local e pela criação de cadeias de valor que reduzam a exportação de matéria-prima.
O investimento estimado ronda os 12 milhões de dólares segundo comunicações oficiais, e o Governo apresenta a refinaria como um elemento estratégico para diversificar receitas e fortalecer o sector mineiro. Autoridades salientam que o equipamento incluirá laboratório e contrastaria, exigindo padrões técnicos e profissionais elevados para garantir a aceitação internacional do ouro refinado e aumentar a competitividade do produto angolano.
Apesar das promessas e sucessivos adiamentos desde o anúncio inicial em 2022, fontes ministeriais reafirmaram o compromisso com a conclusão do projecto no prazo agora apontado. O historial de revisões do cronograma — com metas anteriormente fixadas para 2023, 2024 e 2026 — motiva pedidos por maior transparência sobre o calendário final e as garantias de operação contínua após a inauguração.
No mesmo conjunto de intervenções, o ministro destacou a ambição de transformar outros recursos nacionais: transformar minério de ferro em aço, gás em fertilizantes e ampliar a lapidação de diamantes. A iniciativa da refinaria integra-se numa estratégia mais ampla de industrialização mineral, que prevê formação técnica, investimento em tecnologia e incentivos para produção interna de joalharia e produtos derivados com valor acrescentado.
Representantes da Endiama, ANRM, ANPG, SODIAM e outros organismos participaram da conferência em Londres, onde foram promovidas oportunidades de investimento e parcerias. Investidores e operadores internacionais mostraram interesse, mas analistas lembram que o sucesso do projecto dependerá da capacidade de operacionalizar a refinaria, garantir fornecimento contínuo de ouro nacional e cumprir normas ambientais e de rastreabilidade exigidas pelos mercados globais.



