Reforçar resiliência das mulheres africanas

Resumo: Ana Dias Lourenço, na OAFLAD em Addis Abeba, defende políticas e programas que fortaleçam a resiliência de mulheres e raparigas africanas, com foco em inclusão, empoderamento e acesso a serviços essenciais.
Pontos-chave
Durante a 30.ª Assembleia-Geral da Organização das Primeiras-Damas Africanas para o Desenvolvimento, realizada em Addis Abeba, Ana Dias Lourenço sublinhou a urgência de reforçar capacidades locais e continentais para proteger mulheres e raparigas. A vice-presidência que ocupa realçou a necessidade de políticas inclusivas e de estratégias que tratem desigualdades estruturais, mitigando impactos sociais e humanitários que afetam comunidades vulneráveis em África.
Na intervenção inicial, foi enfatizada a importância do empoderamento económico como pilar para a resiliência sustentada, propondo medidas práticas de acesso a formação, microfinanciamento e mercados. A delegada defendeu também parcerias público-privadas e cooperação regional, com monitorização de resultados, de modo a garantir que as iniciativas alcancem efetivamente mulheres em situação de vulnerabilidade e promovam autonomia financeira e segurança alimentar.
Os trabalhos decorreram com a reunião do Comité Director, presidida por Fatima Maada Bio, que avaliou o relatório de actividades e contas de 2025 e traçou prioridades para 2026. Entre as recomendações constaram a implementação de programas de intervenção rápida em crises, fortalecimento de serviços de saúde materna e sexual, e a promoção de redes de proteção comunitária que incluam educação e apoio psicossocial.
A OAFLAD reiterou o seu papel como plataforma continental que congrega Primeiras-Damas de Estados-membros da União Africana para influenciar políticas públicas e mobilizar recursos. Foi destacado que ações coordenadas podem amplificar o impacto de projetos locais, sendo essencial a integração de perspectivas de género nas agendas nacionais e regionais, bem como o acompanhamento técnico e financeiro para garantir sustentabilidade das intervenções.
Analistas e participantes saíram com um compromisso renovado de definir linhas de ação concretas para 2026, centradas na construção de resiliência para mulheres e raparigas em África. Entre as prioridades estão programas de educação, acesso a serviços essenciais, medidas económicas e políticas de inclusão social, com ênfase em resultados mensuráveis e na promoção de liderança feminina em espaços de decisão comunitária e institucional.


