SADC apela a diálogo para crise em Madagáscar

Resumo: A SADC enviou anciãos para apurar fatos e promover diálogo em Madagáscar. A crise intensificou-se após impeachment e fuga de Rajoelina.
Pontos-chave
Em 16 de outubro de 2025, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) anunciou o envio de uma delegação de anciãos a Madagáscar. A missão visa apurar factos, facilitar o diálogo e apoiar a restauração da ordem nacional, após a crise política ter sido agravada pela destituição de Andry Rajoelina e pela tomada de poder das forças armadas, trabalhando em conjunto com parceiros regionais.
Durante a Cimeira Extraordinária da Troika da SADC, os chefes de Estado exortaram as partes malgaxes a privilegiarem o diálogo como principal mecanismo de resolução da crise. O comunicado destacou a necessidade de mobilizar Unidade Africana, Comissão do Oceano Índico e ONU para intervenções coordenadas e complementares visando conter a violência e proteger os grupos vulneráveis. Houve apelo específico à atenção a jovens, idosos, mulheres e pessoas com deficiência.
Após a fuga do Presidente Andry Rajoelina para o exterior e o anúncio do seu impeachment, as forças militares, lideradas pelo coronel Michael Randrianirina, declararam-se no controlo do país. A escalada do conflito resultou em pelo menos cem mortos e vários feridos desde o início das manifestações de sábado nas ruas de Antananarivo e provocou destruição de infraestruturas públicas e privadas.
Com o Madagáscar a liderar a SADC até agosto de 2026, levantou-se preocupação sobre a continuidade das funções presidenciais do bloco regional. A imprensa internacional chegou a anunciar a suspensão do país da liderança da SADC, informação ainda não confirmada oficialmente pela organização. A SADC lamenta as perdas e reforça os valores de paz, unidade e democracia. Nota assinada pelo Presidente do Órgão de Cooperação em Defesa e Segurança.
Representantes da União Africana anunciaram o envio de uma delegação do Painel de Sábios e de um Enviado Especial a Antananarivo nos próximos dias, somando-se à missão da SADC. O bloco reafirmou compromisso com a restauração da governação democrática e segurança no país. Houve ênfase na necessidade de proteger civis, incluindo jovens, idosos, mulheres e portadores de deficiência, e de reconstruir infraestruturas nacionais.


