Chineses condenados por jogos e pornografia

Resumo: Tribunal angolano condena 50 chineses por jogos ilícitos e pornografia infantil a penas de 1 a 4 anos, multa e expulsão após recrutamento forçado.
Pontos-chave
Em 17 de outubro de 2025, o Tribunal de Luanda condenou 50 cidadãos chineses por exploração ilícita de jogos e pornografia infantil, crimes que envolveram associação criminosa, jogos fraudulentos, branqueamento de capitais e retenção de moeda. Segundo o Ministério Público, os acusados recrutavam jovens do Brasil, China e Europa para atuarem em Talatona, retendo passaportes para trabalho forçado. A rede também contratou influenciadores digitais para enganar clientes e manter lucros.
As penas aplicadas variaram de 1 a 4 anos de prisão efectiva, além de caução de 320000 AKZ e indemnização de um milhão de kwanzas ao Estado. Dos 50 condenados, 34 receberam quatro anos e 16 receberam penas de um a três anos. O tribunal considerou os bens apreendidos perdidos a favor do Estado, incluindo equipamentos informáticos e geradores. Foi também confiscada quantia de 40 milhões de kwanzas.
Segundo a acusação, os detidos arrendaram uma unidade hoteleira em Talatona por 20 milhões de kz anuais, onde recrutavam cidadãos nacionais e estrangeiros, retendo telemóveis e passaportes para impedir fugas. O golpe atraía jovens do Brasil, China e Europa, mas gerava prejuízos e lucros ilícitos ao grupo.
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) desmantelou a rede em agosto de 2024, apreendendo 232 computadores, 229 telemóveis, documentos, 40 milhões de kz e mais de 15 000 dólares. Os 50 arguidos, em prisão preventiva, confessaram participação nos crimes, enquanto um vietnamita e um angolano também fizeram parte da rede. Segundo o Ministério Público, influenciadores digitais foram contratados para persuadir vítimas a apostar, potencializando o esquema de fraudes online.
Após o cumprimento das penas, todos os condenados serão expulsos de Angola. O tribunal declarou perdidos a favor do Estado os bens apreendidos, incluindo geradores, equipamentos informáticos e quantia de 40 milhões de kwanzas. Autoridades destacam a importância de combate ao crime organizado e proteção de potenciais vítimas de fraudes e exploração ilícita de jogos online. Analistas apontam necessidade de reforço de fiscalização das plataformas digitais para evitar reincidência.



