SIC encerra centro maciço de mineração

Resumo: O SIC encerrou um grande centro clandestino de mineração de criptomoedas em Viana com mais de 1.500 processadores; quatro angolanos foram detidos enquanto buscam líderes estrangeiros. Operação envolveu várias unidades de investigação.
Pontos-chave
Em 9 de fevereiro de 2026, agentes do Serviço de Investigação Criminal executaram uma operação que resultou no encerramento de um centro de mineração camuflado numa antiga unidade fabril em Viana, que operava de forma clandestina com mais de mil e quinhentos processadores especificamente dedicados à mineração de criptomoedas, consumindo grande capacidade elétrica pública e causando risco à infraestrutura local.
Durante a ação, segundo comunicações oficiais, foram detidos quatro cidadãos nacionais que asseguravam o funcionamento diário da infra-estrutura; as autoridades indicaram que a operação foi coordenada pelo Gabinete de Cibercrime e Prova Electrónica da PGR e incluiu a Direcção Central de Operações, DIC Viana e outros órgãos de segurança, num esforço conjunto para desmantelar redes criminosas relacionadas com criptoatividades.
As investigações apontam que a estrutura era liderada por cidadãos chineses ainda não localizados pelas forças, motivando diligências para identificação e captura dos possíveis responsáveis estrangeiros; as equipes também verificaram que o local utilizava dois postos de transformação de grande capacidade clandestinamente ligados à rede pública, prática que aumentou o risco de sobrecarga e possíveis incidentes elétricos na área urbana.
Fontes descrevem que o espaço estava habilmente dissimulado no interior da fábrica antiga, permitindo operação contínua sem alarme imediato; a descoberta só ocorreu graças a mandado de busca e apreensão e trabalho de inteligência prévio, evidenciando a complexidade crescente de esquemas de mineração ilegal que buscam contornar regulamentações e infraestruturas formais para obter ganhos financeiros com criptomoedas.
Analistas e autoridades destacam que este caso sublinha a necessidade de reforço na fiscalização sobre consumo elétrico anômalo e cooperação internacional para rastrear lideranças transnacionais; medidas preventivas e legais devem ser aceleradas para cortar fontes de financiamento ilícito e mitigar impactos na rede elétrica, além de responsabilizar operadores nacionais e estrangeiros envolvidos.


