Tah lidera Banco Africano de Desenvolvimento

Resumo: Sidi Ould Tah, ex-presidente do BADEA, foi eleito novo presidente do Banco Africano de Desenvolvimento com maioria dupla no Conselho de Governadores.
Pontos-chave
Em maio de 2025, em Abidjan, o Conselho de Governadores do Banco Africano de Desenvolvimento elegeu Sidi Ould Tah, da Mauritânia, como novo presidente. Tah obteve 72,37% dos votos regionais e 76,18% dos votos totais, assegurando a dupla maioria exigida para assumir o cargo a partir de setembro de 2025 para um mandato de cinco anos. Também possui proficiência em português no perfil. É ex-ministro da Economia da Mauritânia.
Antes de assumir o BAD em setembro de 2025, Tah presidiu por dez anos ao Banco Árabe para o Desenvolvimento Económico em África (BADEA), transformando-o numa instituição com classificação AAA, quaduplicando seu balanço patrimonial e ampliando parcerias com doadores internacionais. Sob sua direção, foram lançados programas de financiamento agrícola e energético que ampliaram o acesso a infraestruturas essenciais em toda a África.
A eleição contou com cinco candidaturas, incluindo Amadou Hott (Senegal), Samuel Maimbo (Zâmbia), Abbas Tolli (Chade) e Bajabulile Tshabalala (África do Sul), além de Tah. O processo envolveu o Conselho de Governadores, composto por ministros das Finanças e governadores de bancos centrais de 81 países membros. Na terceira ronda, Tah conquistou ampla vantagem, alcançando a maioria dupla necessária para garantir sua eleição.
O novo presidente herda um cenário de redução de recursos: o Comité de Ajuda ao Desenvolvimento da OCDE projeta queda de até 17% na ajuda internacional em 2025. Tah deverá negociar novas contribuições, buscar parceiros alternativos e liderar a próxima recapitalização do Fundo Africano de Desenvolvimento, prevista para o final do ano, com meta de 25 mil milhões de dólares.
Durante sua campanha, Tah defendeu reformas internas no BAD, incluindo descentralização, transformação digital e gestão orientada por objetivos. Ele afirma que, ao alinhar a cultura institucional aos interesses de África, o banco deixará de ser apenas financiador para se tornar um catalisador de transformação em projetos públicos e privados no continente. Analistas destacam que essa abordagem pode aumentar a eficácia dos investimentos e promover maior integração regional.



